Prémio Gulbenkian Património – Maria Tereza e Vasco Vilalva 2026 - Concurso Aberto

Está aberto, até 31 de março de 2026, um novo concurso para atribuição do Prémio Gulbenkian Património – Maria Tereza e Vasco Vilalva.

O prestigiado prémio tem um valor monetário de 50 mil euros e visa distinguir projetos de excelência na área da conservação, recuperação, valorização ou divulgação do património português, imóvel ou móvel.

Correspondendo à vontade manifestada por Maria Tereza Burnay de Almeida Belo Eugénio de Almeida de homenagear a memória do seu marido Vasco Vilalva, mecenas na área da recuperação e da valorização do património, a Fundação Calouste Gulbenkian criou um prémio anual com o seu nome, destinado a assinalar intervenções de elevada qualidade, exemplares em bens imóveis ou móveis de valor cultural que estimulem a preservação e a recuperação do património. Atribuído pela primeira vez em 2007, após a morte da Condessa de Vilalva, em 2017, o Prémio recebeu o nome de Maria Tereza e Vasco Vilalva.

Os interessados poderão consultar o Regulamento e apresentar a sua candidatura até ao final do mês de março.

Projeto do Município de Arganil é o vencedor da 5.ª Edição do Prémio Nacional da Paisagem

O Prémio Nacional da Paisagem 2025 foi atribuído, em Cerimónia Pública, à candidatura apresentada pela Câmara Municipal de Arganil com o projeto «Floresta da Serra do Açor». O evento contou com a presença do Senhor Secretário de Estado da Administração Local e do Ordenamento do Território, Silvério Regalado.

A divulgação pública dos vencedores ocorreu no âmbito da Política Nacional de Arquitetura e Paisagem (PNAP), realizada a 3 de dezembro no Auditório da Direção-Geral do Território, sessão que assinalou o décimo aniversário da PNAP e os 25 anos da Convenção da Paisagem do Conselho da Europa, sublinhando o papel da arquitetura e da paisagem na qualidade do território, na resiliência climática e no bem-estar das populações.

O Júri considerou o projeto vencedor exemplar ao nível das políticas e medidas desenvolvidas que, ao longo do tempo, irão permitir a recuperação da floresta e a revitalização da paisagem, aumentando a sua resiliência contra os incêndios rurais. O projeto está a ser desenvolvido nos terrenos baldios pertencentes a 10 comunidades locais de compartes no concelho de Arganil, área que foi quase integralmente percorrida pelos fogos em 2017. A sua implementação concretiza uma visão estratégica de longo prazo, estando planeado para os próximos 40 anos. Abrange uma área de 2.500 hectares e a plantação de aproximadamente 1,8 milhões de árvores autóctones. Prevê um investimento superior a 5 milhões de euros.

Neste projeto destaca-se a abordagem integrada à recuperação ecológica e cultural da Serra do Açor, profundamente afetada pelos incêndios de 2017. A intervenção conjuga restauro florestal, valorização de espécies autóctones, requalificação de infraestruturas associadas à prevenção e ordenamento florestal e reforço das relações entre a paisagem, as comunidades locais e atividades económicas sustentáveis.

Por decisão do júri foram também atribuídas três Menções Especiais aos projetos apresentados pela Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega e Barroso, projeto Alto Tâmega e Barroso: Paisagem Viva, pela EMAC – Cascais Ambiente, projeto Plano de Paisagem de Cascais e pela Câmara Municipal de Oeiras, projeto Mais Polinizadores, Mais Biodiversidade.

A edição de 2025 do Prémio Nacional da Paisagem recebeu 17 candidaturas, das quais 16 foram admitidas após verificação formal. A diversidade das entidades participantes — municípios, comunidades intermunicipais, junta de freguesia e organizações não governamentais — demonstra o crescente compromisso dos territórios com políticas de paisagem qualificadas e sustentáveis. 

8.ª Conferência Anual da Política Nacional de Arquitetura e Paisagem

A 8.ª Conferência Anual da Política Nacional de Arquitetura e Paisagem (PNAP) vai realizar-se no próximo dia 3 de dezembro, das 10h às 16h no auditório da Direção-Geral do Território, em Lisboa, assinalando o décimo aniversário da publicação desta política.

Em 2015, a PNAP destacou-se pela sua visão pioneira, ao reconhecer a arquitetura e a paisagem como expressões da identidade cultural e histórica do país, e como pilares essenciais do bem-estar, da inclusão social e do desenvolvimento sustentável.

Uma década depois, e perante os desafios do nosso tempo, em particular a crise climática, a PNAP renova-se através de uma agenda proativa e resiliente, reafirmando o seu caráter transversal. Qualificar os territórios, a paisagem, a arquitetura e o património, promovendo uma vida com mais qualidade, é um desígnio coletivo que requer o envolvimento de todos os setores, público, privado e comunitário. Este compromisso implica uma nova cultura e uma nova mentalidade, possíveis apenas através da educação das gerações mais jovens, da formação e capacitação dos técnicos da administração local e central, e da participação ativa da sociedade civil e das empresas.

Com o tema “10 anos da Política Nacional de Arquitetura e Paisagem: Balanço e Futuro face aos Desafios da Sociedade Atual”, a 8.ª Conferência Anual propõe-se partilhar o trabalho desenvolvido pela Comissão de Acompanhamento da PNAP ao longo da última década e trazer para o debate as prioridades e linhas de ação para o futuro. O programa incluirá ainda a apresentação de projetos e iniciativas de diferentes agentes territoriais que, a nível local e nacional, têm contribuído para valorizar e divulgar a qualidade da arquitetura, do património e da paisagem.

A conferência integra a cerimónia de entrega do Prémio Nacional da Paisagem 2025. Os projetos distinguidos constituem referências inspiradoras na adoção de boas práticas que contribuem para a qualificação do território e para a implementação da Convenção Europeia da Paisagem, que este ano celebra 25 anos de existência.

Conheça o programa e inscreva-se.

Páginas

Subscreva PNAP RSS
X