XIII Edição do Prémio Rafael Manzano de Nova Arquitetura Tradicional

Está aberto o período para receção de candidaturas à XIII Edição do Prémio Rafael Manzano de Nova Arquitetura Tradicional

Este prémio é uma iniciativa organizada, graças a Richard H. Driehaus, pela Fundação Culturas Construtivas Tradicionais com a colaboração da INTBAU Espanha, INTBAU Portugal, Kalam, a Fundação Serra Henriques, a Real Academia de Belas Artes de São Fernando e da Ordem dos Arquitetos e conta com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República de Portugal.

O Prémio Rafael Manzano de Nova Arquitetura Tradicional tem por objetivo divulgar o valor da arquitetura tradicional como ponto de referência para a arquitetura atual.

Desde 2012 que esta iniciativa reconhece carreiras profissionais que se destacaram nesta área no no território de Espanha e Portugal, distinguindo aqueles que contribuíram especialmente para a continuação das tradições arquitectónicas, tanto ao nível do restauro do património arquitectónico e urbano, como na realização de novas obras que, baseadas nas tradições locais, se integram harmoniosamente nos respetivos contextos.

O Prémio Rafael Manzano inclui um valor de 50 mil euros e uma medalha comemorativa.

A presente edição decorre até ao dia 22 de abril de 2025.

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Estratégia para a Transição Alimentar na AML

Sessenta participantes, em representação de dezenas de entidades e instituições marcaram presença na sede da Área Metropolitana de Lisboa para assistir à apresentação da Estratégia para a Transição Alimentar na AML.

Os participantes reforçaram o compromisso de assegurar que até 2030 cerca de 15% dos produtos consumidos na AML sejam provenientes de produção local, tendo por base modos de produção sustentáveis, soluções inovadoras, valorizadoras da paisagem, associadas a redes de distribuição de baixo carbono e circuitos alimentares de proximidade.

Representantes de múltiplos setores, uniram-se pela convicção de que a alimentação tem de ser vista e tratada de uma forma sistémica e organizada, para o bem comum de todas as pessoas que habitam na área metropolitana de Lisboa.

Ressalta do documento estratégico o papel que as políticas e o planeamento do território, quer ao nível local, quer ao nível regional, podem desempenhar no contexto do planeamento alimentar, desenvolvendo os seus próprios exercícios para garantir bacias alimentares sustentáveis, encarando o solo como um grande ativo para esse fim, à semelhança do que já acontece noutros países. Entende-se que as cidades podem ser os catalisadores dessa mudança.

A estratégia agora apresentada teve na base o trabalho realizado pela rede de parceiros Foodlink, que integra 40 entidade de vários setores.

 

Portugal vence Prémio da Paisagem do Conselho da Europa com projeto das Aldeias da Serra da Lousã

A candidatura de Portugal “Aldeias da Serra da Lousã - Onde as aldeias soam a único” foi a vencedora da 8ª edição do Prémio da Paisagem do Conselho da Europa, após ter ganho o Prémio Nacional da Paisagem de 2022, promovido pela Direção-Geral do Território.

O projeto “Aldeias da Serra da Lousã – Onde as aldeias soam a único” consistiu na recuperação de uma paisagem serrana, composta por cinco pequenas aldeias tradicionais – Candal, Casal Novo, Cerdeira, Chiqueiro e Talasnal – incluindo a recuperação da sua paisagem, nas suas diversas componentes, desde as casas tradicionais, à fauna e flora endémicas.

Em 2002, com a aprovação dos Planos de Aldeia, uma política de âmbito municipal e a sua concretização foi possível inverter uma trajetória de declínio e de abandono, assegurando, através da adoção de medidas de ordenamento, conservação e gestão da paisagem, a salvaguarda dos valores patrimoniais e a revitalização das aldeias, atribuindo-lhes novas funções.

O Prémio da Paisagem do Conselho da Europa foi atribuído na reunião do Comité de Ministros, decorrida entre 24 e 26 de fevereiro, com base na recomendação de um júri independente, à candidatura apresentada por Portugal, Villages of Serra da Lousã – Where villages Sound Unique.

O Júri reconheceu que o projeto apresentado por Portugal foi conduzido e executado por uma autoridade local, integrando medidas de proteção, gestão e planeamento da paisagem. O projeto demonstrou os esforços desenvolvidos para aplicar as “medidas específicas” previstas no artigo 6º da Convenção da Paisagem do Conselho da Europa. Foi realizado com a participação dos habitantes e de várias partes interessadas nos domínios administrativo, económico e académico, a nível local, regional, nacional ou europeu. Ao considerar a qualidade da paisagem como um objetivo, o projeto permitiu, por um lado, contrariar e remediar os danos causados às suas estruturas e, por outro lado, promovê-la como um recurso favorável à atividade económica e cujo cuidado contribui para a criação de emprego. Paralelamente através da abordagem preconizada para a paisagem, o projeto oferece soluções eficazes para temas e questões problemáticas como é o caso dos incêndios florestais e a recuperação de áreas e edifícios abandonados. Reconheceu ainda o júri que o projeto apresentado por Portugal contribuiu para um processo de sensibilização das comunidades locais para o valor da dimensão da paisagem da serra da Lousã, criando uma dinâmica de desenvolvimento territorial sustentável. O projeto foi considerado de valor exemplar por ter possibilitado a sua replicação noutras aldeias e territórios, nomeadamente através do trabalho em rede.

A distinção atribuída ao projeto é a mais alta distinção subjacente ao um prémio de âmbito europeu que vise especificamente a paisagem, sendo uma grande honra para Portugal receber este reconhecimento.

 

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